Júlia Rebeca foi encontrada enrolada no fio de uma
chapinha no último dia 10 de novembro. Em mensagens deixadas suas
páginas do Instagram e do Twitter, a estudante pede desculpas à família.
"Eu te amo, desculpa eu n ser a filha perfeita mas eu tentei… desculpa
desculpa eu te amo muito mãezinha.. desculpa desculpa…!! Guarda esse dia
10.11.13", escreveu.
Em seguida, ela deu sinais de que poderia cometer o
suicídio. “É daqui a pouco que tudo acaba...E tô com medo mas acho que é
tchau pra sempre.” Na tarde desta quinta-feira, a sua página do
Instagram foi tirada do ar. A do Twitter permanecia.
O delegado Regional de Parnaíba, Rodrigo Moreira,
confirmou que abriu inquérito para apurar quem distribuiu o vídeo íntimo
de Júlia. “Solicitamos perícia em celulares e estamos analisando todos
as redes sociais que foram usadas para a divulgação do vídeo. Os
culpados vão responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do
Adolescente”, disse.
Segundo o delegado, familiares e amigos já foram
ouvidos. Ele disse que as pessoas que aparecem na gravação podem também
serem vítimas. “Pediremos informações também à direção da empresa
Whatsapp”, disse o delegado.
A morte causou comoção na cidade de Parnaíba, litoral do
Piauí, e foi um dos assuntos mais comentados na rede social entre os
internautas do Estado.
Fonte: Terra
Fonte: Terra
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