Homem que dividiu a
história do sertão brasileiro - antes e depois de sua passagem pela
terra, Lampião é amado e odiado. Para uns, herói, para outros, bandido. A
verdade é que qualquer brasileiro tem uma opinião a respeito do famoso
cangaceiro pernambucano. Sua história se confunde com a própria história
do nordeste brasileiro. Observando bem, poucos são os personagens
históricos que saíram do seio do povo, que viveu humildemente, mas que
desafiou todas as instâncias de poder. Foi assassinado, mas seu nome
continua vivo, cantado nos cordéis, no cinema, no teatro, na
gastronomia, na dança, no mundo inteiro.
Os caminhos da história
sempre surpreendem e possibilitam que personagens como Lampião, Padre
Cícero, Frei Damião, Antônio Conselheiro, Zumbi dos Palmares (entre
tantos outros) sejam objeto de estudo e de controvérsias. Fato é que,
mesmo 117 anos após seu nascimento e 76 anos após sua morte, Lampião
ainda desperta sentimentos extremos de admiração e ódio. Afinal de
contas, trata-se de um personagem real e que foi construído rodeado de
valores que envaidecem o nordestino: coragem, valentia, brabeza de cabra
macho, obstinação, esperteza, etc.
Sempre que for citado,
Lampião será sempre centro de contradições e de fervorosas discussões, o
que de certa forma contribui para perpetuar sua condição mitológica e
despertar tanto fascínio nas gerações atuais e futuras.
Fonte: Farol de Notícias
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