terça-feira, 5 de maio de 2015

PT tenta usar crise em governo tucano no Paraná para se fortalecer

Após sair fortalecido da disputa eleitoral de 2014, o PSDB sofreu um dos principais golpes em sua imagem nos últimos meses diante do conflito entre professores e o governo Beto Richa (PSDB), no Paraná. A violência policial contra os professores que se manifestavam contrários a mudanças na previdência do Estado, na última quarta-feira, 29, rendeu discursos críticos de parlamentares do PT no Congresso Nacional, partido que é o principal alvo do PSDB.
Para especialistas e partidários, situação desgasta imagem de Richa e do PSDB e deve continuar sendo usada por petistas para revidar as diversas críticas que recebem de seus opositores históricos. Nos últimos dias, os discursos contrários à ação do do governo tucano partiram tanto de deputados e senadores do PT, como do presidente nacional do partido, Rui Falcão, e da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), ainda que de forma velada.
A manifestação de professores estaduais em frente à Assembleia Legislativa do Paraná, onde foi votado projeto do governador que altera previdência no Estado, terminou em violência após cerco da Polícia Militar aos professores. O sindicato da categoria é filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT. Os senadores Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), da oposição, subiram no caminhão de som, na quarta, para protestar contra o bombardeio da PM.
Desdobramentos
“O PT está em uma situação complicada. Qualquer coisa que surja de negativa contra o PSDB, os petistas vão fazer uma ligação”, diz o cientista político e professor da Faculdade Integrada do Ceará (FIC), Francisco Wáston. Ele acredita que o episódio não será suficiente para fortalecer a imagem do PT, ainda que desgaste a do PSDB.
A doutora em filosofia política e professora da Universidade Federal do Ceará, Mirtes Amorim, destaca a mobilização popular como uma forma de expor à sociedade que desmandos políticos existem independentemente da orientação política.
A cúpula nacional do PSDB afirmou que faltou “habilidade política” ao governador do Paraná, na reação ao confronto. A avaliação, feitas nos bastidores, é de que o episódio agrava a crise administrativa enfrentada pelo tucano desde o início do ano e pode ter impactos em suas pretensões políticas. No entanto, há o consolo de que o governador está em seu primeiro ano do segundo mandato e ainda tem tempo para reverter a situação.
Fonte: O Povo

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