Em 2014, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), sistema que atua
na faixa norte do nordeste nos primeiros meses do ano, tem trazido
chuvas bem volumosas para a região. As chuvas vieram em boa hora, afinal
nos últimos três anos este sistema não contribuiu para a chamada quadra
chuvosa do Nordeste. Normalmente, de fevereiro a abril, chove na faixa
norte da região, de maio a agosto na faixa leste, e de novembro a
janeiro no sul e sertão do nordeste do país. Em 2014, como as águas do
oceano Atlântico estão mais aquecidas, a ZCIT está bem mais ativa.• Leia mais notícias de tempo
Nas últimas 24 horas, foram os municípios do centro do Maranhão que registraram os maiores volumes acumulados de chuva. Foram mais de 70 milímetros e a quarta, dia 14, amanheceu debaixo de um temporal. No centro norte do Estado, por exemplo, na cidade de Imperatriz, o forte é a pecuária e as chuvas têm contribuído para elevar os índices de umidade do solo que ficaram tão baixos nos últimos três anos. Em algumas regiões já se alcança 100% de disponibilidade hídrica do solo em várias pastagens.
A colheita da soja está sendo finalizada no sul do Maranhão, onde o tempo tem contribuído com maiores períodos de melhoria, já que as chuvas não têm sido tão volumosas quanto no centro-norte do Estado. Para o milho safrinha do Maranhão, estes volumes de chuva estão atendendo a demanda hídrica que as lavouras necessitam para fechar o ciclo.
– As chuvas foram boas durante essa safra – afirma o agrometeorologista, Marco Antônio dos Santos.
Até o final de maio as chuvas vão continuar bem significativas em toda a faixa norte do Nordeste. Com isso, o milho safrinha ainda será beneficiado. Estas pancadas não vão causar prejuízo nenhum para a colheita que está praticamente no final.
– O problema fica voltado para as pastagens, já que a partir de junho as chuvas diminuem de frequência e de intensidade provocando um período de declínio nos pastos – completa o agrometeorologista.
CANAL RURAL
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