segunda-feira, 8 de setembro de 2014

#AblogPE2014 Entrevista da AblogPE com Pantaleão




Sabatinado na quinta (21/8), Pantaleão (PCO) agradeceu o espaço cedido pelos blogueiros reconhecendo que a Velha Mídia em Pernambuco já escolheu seu candidato


Seguindo a agenda de entrevistas com os candidatos a Governador de Pernambuco, chegou a vez do postulante José Carlos Pantaleão - do Partido da Causa Operária (PCO). A sabatina foi feita nesta quinta-feira (21/8) pelos seguintes Blogs escalados: TV Guaiamum.com, Olinda Hoje, Edinho As entrevistas estão acontecendo na sede da Associação dos Blogueiros de Pernambuco (AblogPE), numa ação pioneira no País, tendo em vista que os candidatos ao Executivo estadual estão sendo entrevistados pela primeira vez na história pelos blogueiros e transmitido ‘ao Vivo’ pela internet.

José Carlos Pantaleão da Silva é recifense, 50 anos de idade, casado, servidor público da Guarda Municipal da Prefeitura do Recife, pretende ser governador de Pernambuco defendendo como principal proposta de seu programa de governo, salário mínimo de R$ 3.500,00 classificando o atual R$ 724,00 como sendo um salário de miséria, defendendo entre outras ideias, a estatização dos bancos, dos transportes, do ensino e da Saúde.      
O candidato salientou alguns dos maiores problemas que o cidadão enfrenta todos os dias na Região Metropolitana do Recife, mostrando-se incomodado com a atual carga horária de trabalho, bem como com os transtornos devido a super lotação dos meios de transporte público, salientando a defesa da estatização dessa concessão pública. Ele afirmou que pretende construir um governo voltado a classe trabalhadora, com a criação de comissões temáticas a fim de decidir sobre a utilização de 100% das verbas públicas em conjunto com a sociedade.
Pantaleão, durante a entrevista, afirmou que o seu partido busca lutar para desafogar as finanças dos trabalhadores, isentando-os totalmente de todos os impostos. Para isso assegurou que não irá prejudicar as finanças do Estado, posicionando-se ainda ser contrário destinar verbas públicas para grandes grupos econômicos.
Ciente de que a disputa numa eleição com poucos recursos é difícil, o candidato se recusa a receber doações de grandes empresas, avaliando que os dois principais candidatos ao Governo estão atrelados a interesses de grandes grupos econômicos no Estado, atestando que o seu partido entende que o atual processo eleitoral no Brasil é antidemocrático e desigual e que se faz necessário consolidar uma nova Assembleia Nacional Constituinte.
Mobilidade
A principal intensão da proposta de governo de Pantaleão para o setor vem com o projeto de estatização do sistema de transporte público.  Ele diz que a intervenção do Estado seria o único capaz de resolver e acabar com as “latas de sardinha”, se referindo de forma irônica aos ônibus lotados que circulam no Grande Recife.
Quanto aos longos trechos de engarrafamento, afirma ter soluções paliativas como a construção de passarelas com elevadores para finalização de sinais de trânsito, além  de vias aéreas alternativas (elevados) com a construção de viadutos para desafogar as principais avenidas da RMR, salientando ainda que as construções de vias alternativas, a exemplo das linhas ferroviárias e hidroviárias, serão  valorizadas em seu governo.
Saúde & Educação
Austeramente o candidato diz ser contra o comércio da Saúde, expondo que irá em seu governo estatizar serviços ligados a esse setor, procurando incentivar sobretudo a interiorização da Medicina.
O mesmo pretende fazer pela Educação pernambucana um processo, também, de estatização cancelando a destinação de verbas públicas para fins privados.
Segurança
Polêmico, Pantaleão atacou diretamente o programa Pacto pela Vida do atual Governo, afirmando ser uma farsa. “O governo faz mídia em cima desses dados de redução dos homicídios”, vaticinou. Defendeu a desmilitarização da Polícia Militar, além de extinguir o Batalhão de Choque, que vem sendo, segundo ele,  um organismo de repressão ao povo. Pretende unificar o serviço de proteção pública que esteja a serviço dos trabalhadores, assegurando que construir novos presídios não é a solução. Sobre o combate as drogas, estas devem ser tratadas como um problema de Saúde Pública e não como caso de Polícia, assegurando que dessa forma o Estado reduziria o problema agravado pelo aumento dos crimes. 
Via AblogPE





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