domingo, 26 de abril de 2015

Vigilância Sanitária confirma casos de leishmaniose em Cedro

Resultado de imagem para cão com leishmaniose

        A população do sítio Massapê Informou ao comunicador Luciano Cesário durante a edição da última quarta-feira, dia 22 de abril, do Jornal Balanço Cedrense que a comunidade está afligida com as suspeitas de casos de leishmaniose, conhecido popularmente como calazar. Segundo a moradora Irene, a vigilância não tomou nenhuma providência em relação ao caso desde que a coleta de sangue dos cães foi destinada para a realização de exames veterinários.
Luciano logo entrou em contato com um representante da vigilância Sanitária de Cedro e foi informado que alguns animais atestaram positivo no exame, ou seja, foram diagnosticados com a doença. Ao serem avisados sobre o resultado do laudo os populares ficaram desesperados, pois segundo eles, alguns desses animais estariam transitando livremente nas residências.

         A secretaria de saúde orientou os donos desses cães a isolarem os animais, pois na próxima segunda-feira, dia 27 de abril, os funcionários da vigilância Sanitária de Cedro, juntamente com os representantes da Fundação Nacional de Saúde de Salgueiro-PE estarão eliminando esses animais através do processo de sacrifício. Foi alertado para que os moradores não eliminassem esses animais, pois esse procedimento só poderá ser realizado pelos funcionários autorizados e de acordo com as regras do ministério da saúde.
                                          

       A orientação da secretaria de saúde do município, é que qualquer suspeita de leishmaniose deverá ser notificada na vigilância sanitária. Foi informado ainda, que na próxima terça-feira, dia 28 de abril, estará sendo realizado a borrifação de substâncias químicas no local onde os cães com leishmaniose transitavam.

Detalhes sobre leishmaniose:

      Doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior freqüência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como "ferida brava". A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade se torna menos freqüente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.
Transmissão

Ocorre pela picada de insetos vetores, os flebotomíneos, popularmente chamados de “mosquito palha” ou “cangalhinha”. Eles são pequenos, de cor clara e pousam de asas abertas. O mosquito se contamina com o sangue de pessoas e animais doentes e transmite o parasito a pessoas e animais sadios.
Matéria: Luciano Cesário, blog Cedro em Pauta

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