sexta-feira, 8 de maio de 2015

Em novo ato, integrantes do Ocupe Estelita param em frente ao edifício de Geraldo Julio

Integrantes do movimento Ocupe Estelita e do grupo Direitos Urbanos seguiram em caminhada pela área central e pela Zona Norte do Recife, na noite desta quinta-feira (7). Eles saíram da praça do Derby por volta das 18h e passaram por ruas como a José Osório e a José Bonifácio. Às 19h30, o grupo se concentrou em frente ao edifício onde mora o prefeito Geraldo Julio, no bairro da Torre. A Polícia Militar estima que 800 pessoas participam do ato, enquanto representantes do movimento acreditam em mais de três mil mobilizados.
Na frente do prédio onde vive o prefeito, os manifestantes gritaram palavras de ordem, fizeram pichações e entoaram “Madeira que Cupim Não Rói”, canção que embalou campanhas eleitorais do partido de Geraldo Julio, o PSB. Através de megafones, representantes do Ocupe Estelita solicitaram a compreensão dos demais moradores do prédio e pediram que simpatizantes trouxessem recursos para que o grupo pudesse permanecer acampado, como colchonetes e barracas. 
Os participantes prometem só sair do local quando a lei que estabelece diretrizes urbanísticas para a área do Cabanga e dos cais José Estelita e de Santa Rita for revogada. A matéria foi aprovada na última segunda-feira (4), em sessão polêmica na Câmara dos Vereadores, e sancionada, na mesma noite, pelo prefeito, direto de São Paulo.
O protesto 
A manifestação teve a concentração na praça do Derby, área central do Recife, a partir das 16h. De lá, o grupo seguiu um trajeto não definido, decidido no decorrer da caminhada. O Batalhão de Choque esteve de prontidão, com cerca de 80 policiais militares a pé e motorizados, para acompanhar o protesto. O trânsito na avenida Agamenon Magalhães, nos dois sentidos, foi bloqueado, mas já foi liberado. O fluxo de carros foi interrompido de acordo com o caminho da manifestação.
Os participantes pediram a saída de Geraldo Julio, além do estabelecimento de uma mesa de negociação entre o Ocupe Estelita, a Câmara de Vereadores, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Prefeitura para a anulação da votação e sanção do projeto de lei. 
Os manifestantes também pediram o cumprimento da recomendação do MPPE, que havia encaminhado à presidência da Câmara um ofício informando sobre a ação civil pública que pedia a devolução do projeto para a Prefeitura. A ação foi ajuizada no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) na última quinta-feira (30), mas não teve posicionamento da presidência da Casa de José Mariano.
Fonte: Folha de PE

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