sexta-feira, 17 de abril de 2015

Escolas estaduais em Cedro aderem à greve dos professores de Pernambuco

        Na última segunda-feira, dia 13 de abril, os professores da rede estadual de ensino deflagraram uma greve geral no estado de Pernambuco. Com isso, cerca de 650 mil alunos estão sem aulas em todo o estado, inclusive em Cedro.

    Os professores das escolas; Waldcleitson da Silva Menezes e EREM Professor Manoel Joaquim Leite sinalizaram adesão ao movimento. Sendo assim, todos os alunos da rede estadual em Cedro se encontram sem aulas.

        O SINTEPE, que é o sindicato que defende os interesses dessa classe de profissionais reivindica que o reajuste de 13,01%, que foi decretado pelo MEC no início do ano, seja ofertado a todos os professores da rede.

       Já o Governo, representado pelo Governador Paulo Câmara afirma que o estado não têm receita suficiente para realizar esses ajustes. Ele propôs que apenas os professores magistrados recebessem o benefício de 13,01%, enquanto os licenciados, que correspondem a 90% dos profissionais, teriam acrescidos nos seus salários apenas 0,89%. Devido a isso o SINTEPE e o poder executivo começaram a realizar assembleias afim de solucionar o impasse. Porém as duas partes não chegaram a um consenso, resultando assim em uma greve que até agora tem tempo indeterminado.

Matéria: Luciano Cesário

Opinião: Luciano Cesário

       O governador Paulo Câmara inicia a sua gestão em detrimento do que foi prometido na campanha eleitoral. Em 2014 Paulo fez uma promessa, um tanto quanto, Utópica. Ele afirmou que no decorrer de sua possível gestão os salários dos professores seriam dobrados. Iniciando a administração Paulo percebe que promessas eleitoreiras custam caro e ele se vê pressionado por não cumprir nem ao menos o piso salarial dos professores. Segundo o governador, Pernambuco não têm receita suficiente para arcar com esses ajustes. É nessa hora que ele tem que pôr em prática uma palavra que ele usa bastante; Diálogo. Recorrer a união seria uma boa opção. Mas para isso é preciso colocar em segundo plano os temas políticos que fazem com que ele seja oposição à Presidenta Dilma Rousseff. Com essa realidade adversa o governo que sempre levantou a bandeira de educação como prioridade se vê diante de um enorme contrassenso.


Matéria: Luciano Cesário

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