sexta-feira, 1 de maio de 2015

Greve de professores atinge cinco Estados

Além de São Paulo e Paraná, os professores mantêm greves em Santa Catarina, Pará e Pernambuco. Parados desde o dia 24 de março, os docentes catarinenses receberam nesta quinta-feira, 30, uma contraproposta assinada pelo secretário da Educação, Eduardo Deschamps, e pelo coordenador de negociações Décio Vargas. De quatro propostas sindicais, o Estado só aceitou criar uma mesa de negociações para discutir o novo plano de carreira, antes de encaminhar projeto à Assembleia Legislativa.
Os itens negados pelo governo incluem a anistia das faltas de 2012 a 2015, a revogação do decreto 3539/2010, que regulamenta a progressão de carreira, e o aumento de 13,1% referente ao piso nacional da categoria, retroativo a janeiro. O secretário afirmou que não há recursos no orçamento para reajustes.
Como o impasse continua, cerca de 40 professores decidiram permanecer acampados na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Já o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SC) decidiu também nesta quinta que a Secretaria de Educação tem o direito de descontar os dias não trabalhados do salário dos professores em greve.
Pará e Pernambuco
No Pará, os filiados ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp) mantêm greve há 38 dias, apesar da paralisação ter sido julgada abusiva pela Justiça. Ali, o principal entrave está no fato de que os sindicalistas querem reforma de escolas no interior e na capital e um novo plano de carreira.
Já no Recife, os professores da rede estadual de Pernambuco realizaram nesta quinta uma assembleia na sede do Legislativo estadual e decidiram continuar em greve. Pacífica, a manifestação ocorreu sem maiores atropelos e reuniu aproximadamente mil docentes.
A classe reivindica aumento no piso de 13,01% para toda a categoria e mudanças no plano de cargos e carreiras. Os docentes ainda são contra o reajuste salarial apenas para os professores com nível médio, defendido pelo governo. O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE), já chegou a expedir liminar suspendendo a greve por ilegalidade. O sindicato manteve a greve, apesar da multa de R$ 80 mil por dia.
Fonte: Estadão

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