quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Novidade no Diário cedrense


Estamos estreando essa semana o novo quadro semanal do Diário Cedrense. É o ARTIGO SEMANAL, uma coluna opinativa sobre os temas que estão sendo noticiados em Cedro e em todo o Brasil.

Confira abaixo o primeiro artigo!


A crise como desculpa esfarrapada


Hoje decidi pegar o bonde dos principais políticos e administradores do Brasil “aqui no artigo semanal”. Isso por que eu vou me apossar de uma palavra “mágica” para desenvolver meu raciocínio; crise, palavra que predomina nos principais órgãos governamentais e que serve de desculpa esfarrapada para políticos inidôneos que não conseguem controlar turbulências econômicas frente à máquina pública.
O aumento na taxa de desemprego, a elevação no índice de inflação e alta cotação do Dólar, indubitavelmente geram fortes consequências econômicas para o país. O que afeta diretamente a sua vida, isso é crise. Porém, antes disso, o Brasil vive mesmo é uma crise ética e o que preocupa é que à frente dela estão aqueles que prioritariamente deveriam adotar postura impoluta diante gerência pública. Nós vivemos em um país de políticos descompromissados com o bem público. Os números não negam, por ano são ajuizados aproximadamente 86.418 processos de corrupção. O preço disso? 69 bilhões de reais por ano, de acordo com estudo realizado pela Fiesp.
O recente, ou ainda atual, esquema de corrupção na Petrobras é mais uma clara demonstração de que a política brasileira está em estado de vegetação, os princípios de moral e ética são deixados em segundo plano e esses dão lugar a incompetência e a má fé.
A crise política decorre de uma crise ética e essas servem como agravantes para uma crise econômica, quanta crise não? Isso demonstra o quão difícil é supera-las. Enquanto isso não acontece, com certeza, você irá se deparar com algum político dizendo, tá ruim? É culpa da crise. Esse tipo de pretexto em nada contribui para amenizar a situação, é demandado do gestor nesse caso a arte de gerir com instabilidades, estando preparado para enfrentar percalços.
Só se vence uma crise econômica quando se é capaz de vencer a crise interna e existencial, para tanto nós não temos grandes exemplos de políticos idôneos.
A conjuntura denominada de “crise” mostra para todos que não precisamos somente de políticos que transpareçam a imagem de líderes públicos, mas também de administradores capazes de gerir de forma correta, prontos para enfrentarem adversidades. E para suplantar a “temida palavra crise” seria bom se os políticos retirassem a letra “s” se tornando crie. É essa a palavra, criar possibilidades, desenvolver diretrizes,traçar planos e metas. Do contrário,a palavra crise ainda vai ser muito usada, principalmente para camuflar a incompetência de péssimos gestores.

Autor: Luciano Cesário




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