sexta-feira, 25 de julho de 2014

Primo de Bruno diz que Eliza está enterrada perto de aeroporto

Um primo do goleiro Bruno Fernandes, Jorge Rosa Sales, afirmou nesta quinta-feira, 24, que sabe onde está enterrado o corpo de Eliza Samudio, de 24 anos, ex-amante do atleta que está desaparecida desde 2010. Em entrevista à Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, o rapaz, que foi condenado por envolvimento no sequestro e morte de Eliza, descreveu o local na região metropolitana de Belo Horizonte onde estariam os restos mortais da jovem e na noite desta quinta ainda prestava depoimento a policiais do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil mineira.
Na entrevista, Sales negou que Eliza tenha sido esquartejada, como alegou em outra entrevista à mesma emissora e em um dos depoimentos que já prestou à polícia. O rapaz já apresentou pelo menos três versões para o crime e a o chefe do DHPP, delegado Wagner Pinto, quis ouvir novamente o depoimento do rapaz para checar a veracidade das declarações antes de determinar novas buscas. À rádio, Jorge Sales alegou que o corpo estaria em um “sitiozinho próximo ao aeroporto de Confins” que estaria “praticamente abandonado”.
“Ela (Eliza) não foi retalhada, segundo o Jorge”, disse o advogado Nélio Andrade, que representa Sales e revelou que seu cliente teria contado que o corpo da jovem foi enrolado em um lençol e posto dentro de um saco fechado com zíper. Nesta quinta, o advogado acompanhou o rapaz com uma equipe do Comando de Operações Especiais (COE) da polícia fluminense até Vespasiano, na região metropolitana da capital mineira, onde Jorge teria identificado o “sitiozinho”. O local é próximo à residência do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o “Bola”, condenado pelo assassinato de Eliza.
Sales já havia levado a polícia até a casa de Bola em 2010, quando revelou, ainda menor, que havia ajudado a sequestrar a ex-amante de Bruno no Rio de Janeiro e teria assistido à execução da vítima pelo ex-policial. Jorge cumpriu medida sócioeducativa pelo crime e, de acordo com Nélio Andrade, o rapaz “chorou” ao chegar ao local onde ela teria sido enterrada. Segundo o advogado, seu cliente resolveu contar onde estão os restos mortais para “se livrar de um peso, uma culpa” que o persegue pelo envolvimento no crime. Bruno foi condenado no ano passado a uma pena de 22 anos e três meses de prisão pelo sequestro e assassinato de Eliza, além do sequestro e cárcere privado do bebê que teve com a jovem.
Fonte: Estadão

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